Dicas de Prevenção da Obesidade Infantil

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Dicas para a Prevenção da Obesidade Infantil

Nossa luta na Prevenção da Obesidade Infantil começa quando escolhemos bem o que colocamos na mesa para nossos filhos comerem.

Temos que criar hábitos saudáveis em nossos filhos desde pequenos. O que não se consegue mudar durante a sua infância fica muito mais difícil de ser mudado com o passar dos anos, dificultando assim o tratamento ou a correção nas décadas posteriores. A infância é uma época em que quase tudo é relacionado com os hábitos e condutas. Nesta etapa é formada a personalidade, e são estabelecidos padrões que serão a referência do comportamento da criança na fase adulta.

Por essa razão, é de extrema importância que todos os que fazem parte direta ou indiretamente do  mundo infantil, se concentre e haja de forma necessária com seus esforços para promover o que a de melhor na educação da criança. Isso vai proporcionar uma vida mais saudável em todos os sentidos. porém é necessário estarmos consciente de que a saúde e a prevenção da obesidade infantil de nossas crianças é um fatos das mais importantes para o equilíbrio e bem estar delas. Devemos desde cedo ter uma prevenção da obesidade infantil.

Prevenção da Obesidade Infantil – Aleitamento Materno

 

Criar o hábito e o costume na criança de se alimentar bem desde pequeno pode contribuir muito para a prevenção da obesidade infantil. Dando-lhe o alimento adequado desde seu nascimento é a melhor forma de mante-lo com boa saúde. E o principal alimento e onde tudo começa e com o aleitamento materno, e aos poucos a introdução de papinhas e depois com menus. É muito importante que a criança prove de tudo um pouco, e que sua alimentação seja rica em variedades e completa até pelo menos os dois anos de idade.

Hábito de comer à mesa

Devemos acrescentar além deste hábito de selecionar bem os alimentos que damos as crianças, a necessidade de criar paralelamente a isso, o hábito de compartilhar a comida, mesa e companhia. Fazer que a cada refeição seja um encontro prazeroso. Devemos evitar que nossas crianças façam suas refeições diante da televisão. Também limitar a presença da criança de ficar em frente a televisão por mais de 2 horas ao dia. Pais obesos ou não são sempre exemplos para os filhos. Se o pai ou a mãe come muita quantidade de comida, e são obesos, é quase certo que o filho irá adquirir esse hábito. Neste caso, é necessário modificar os hábitos familiares quando a alimentação. Paralelamente a isso, estimular atividades físicas ao ar livre.

Dicas de alguns hábitos alimentares saudáveis para a Prevenção da Obesidade Infantil

A prevenção da obesidade infantil pode ser feita respeitando algumas sugestões:

1- Quanto maior a variedade de alimentos na deita, maior a garantia de que a alimentação seja equilibrada e que contém todos os nutrientes necessários.

2- Os vereais ( pão, massas, arroz, etc ), as batatas e legumes devem constituir a base da alimentação, de maneira que os hidratos de carbono representem entre 50 e 60% das calorias da dieta.

3- Recomenda-se que as gorduras não superem os 30% da ingestão diária, devendo reduzir o consumo de gorduras saturadas e ácidos graxos.

4- As proteínas devem estar entre 10 e 15% das calorias totais, devendo combinar proteínas de origem animal e vegetal.

5- Deve-se aumentar a digestão diária de frutas, verduras e hortaliças até alcançar pelo menos, 400g ao dia. É consumir no mínimo 5 rações ao dia desses alimentos.

6- Moderar o consumo de produtos ricos em açucares simples, como guloseimas, doces e refrescos.

7- Reduzir o consumo de sal, de toda procedência, pelo menos 5g por dia, e promover a utilização de sal iodado.

8- Beber entre um e dois litros de água por dia.

9- Nunca deixar de tomar um café da manhã completo, composto por lácteos, cereais ( pão, bolachas, cereais ) e frutas, dedicar-se entre 15 e 20 minutos. Desta maneira, evita-se ou reduz a necessidade de consumir alimentos menos nutritivos no meio da manhã e se melhora o rendimento físico e intelectual no colégio.

10- Envolver todos os membros da família nas atividades relacionadas com a alimentação: fazer a compra, decidir o menu semanal, preparar e cozinhar os alimentos, etc.

11- Misturar alimentos não é bater tudo junto em uma pasta sem cor nem gosto definido. é importante deixar a criança entrar em contato com sabores variados e aprender a diferencia-los. Mesmo em um a sopa feita com vários legumes , escolha a cada vez um que será predominante, na cor e no sabor: cenoura, beterraba, mandioquinha e etc.

12- Nas sopas de legumes, o melhor é amassar os ingredientes com o garfo, sem passar pelo liquidificador ou pela peneira, para conservar  as fibras dos alimentos.

13-Acrescente legumes cortados bem fino no omelete ou no recheio de panquecas. Eles também podem entrar em croquetes, almôndegas e hambúrgueres feitos e casa.

14- Incremente a massa da panqueca com espinafre ( bata no liquidificador 4 ovos, 500ml de leite, 1 colher (sopa ) de manteiga derretida e 1/3 de maço de espinafre cozido, espremido e picado. Junte 200g de farinha de trigo, bata até ficar homogêneo e frite em frigideira antiaderente ).

15- Yakissoba, macarrão japonês feito com legumes e carnes, é um ótimo exemplo de mistura saudável e completa que a maioria das crianças gosta de comer. Você pode comprar pronto ou fazer uma versão em casa ( use os legumes que tiver a mão, massa longa e shoyu – não use sal ).

16- Inclua nas refeições comidas que a criança possa pegar com as mãos: cenoura baby, tomate-cereja, espiga de milho, hortaliças cortadas em palito ( erva-doce, pepino ).

Artes Visuais

17- Coloque os alimentos que compõem a refeição separadamente no prato ou em cumbucas individuais. Eles devem ter cores e texturas diferentes. Deixe a criança se servir sozinha e provar cada uma das diferentes porções.

18- Não cozinhe demais os legumes. Quando estão crocantes, além de serem mais interessantes visivelmente, porque mantêm a forma e as cores ficam mais vivas, eles são também muito mais saborosos.

19- Para deixar a salada mais atraente espalhe sobre as folhas croutons, batata-palha, ovo cozido picado, kani desfiado ou pedaços de frutas amarelas e vermelhas( para contrastar com o verde ), como manga ou morango.

21- Faça desenhos em cima do purê de batata. Nada complicado: pode ser um circulo ou uma espiral com ervilhas frescas ou congeladas. Não use as enlatadas, a questão não é apenas nutricional, é estética, porque as ervilhas de lata são moles demais e sua cor não é tão bonita.

22- Outra ideia é espetar flores de brócolis japonês cozidas al dente sobre o purê. Fica mais gostoso quando é a própria criança quem faz a decoração de seu prato.

23- Cremes ou pastas de vegetais servidos sobre torradas. frutas e legumes no espetinho também são maneiras simples de valorizar o visual da comida.

24- espante o tédio da mesa variando o preparo de cada alimento: um dia sirva cru, outro em forma de bolinhos, ou refogado, cortado em rodelas, ralado etc.

25- Brincar com a apresentação do parto não significa esconder algum tipo de alimento. Chuchu é chuchu, tomate é tomate, mesmo que eles sejam , por exemplo, apresentados em forma de flor.

Sem Neuras

26- Comer é um processo instintivo. O organismo regula a quantidade de energia que precisa por dia; se a criança não comer nada no almoço, por exemplo, ela acabará compensando nas outras refeições. Portanto, respire fundo e espere até seu filho ter fome.

27- Nenhum alimento é insubstituível. Seu filho come cenoura? Ofereça abóbora, mamão ou outros vegetais amarelos e alaranjados, e as fontes de vitamina A estão garantidas. E ele nem precisa comer desses alimentos todo dia, porque o organismo estoca a vitamina A.

28- A mesma ideia vale para qualquer grupo de nutrientes ou micronutrientes ( vitaminas e sais minerais ). O ideal é equilibrar todos os grupos em uma refeição. Mas não se preocupe se seu filho passar mais de um dia sem comer algum tipo de nutriente. Espere por até uma semana e é provável que ele busque naturalmente alimentos que reponham sua necessidade.

29- A partir dos 4 ou 5 anos, é normal a criança não querer tomar leite. Geneticamente, algumas populações ( como as de origem mediterrânea e africana ) têm mais dificuldade de digerir o leite ( por causa da lactose ), mas isso não ocorre com iogurte, queijos etc. E estes últimos podem fornecer todo o cálcio e a vitamina D que a criança precisa.

30- Comida não é remédio. Qualquer pessoa pode passar a vida inteira sem tocar um bife de fígado. As necessidades normais de ferro são supridas se a criança comer proteína animal e frutas regularmente. Frutas fornecem vitaminas que ajudam na absorção de ferro.

Sem chance

31- Não sirva no jantar o mesmo cardápio do almoço. Se for reaproveitar os pratos, reinvente as combinações.

32- Não “ajude” a criança a finalizar o prato. Cada um come aquilo que está no seu próprio prato, a quantidade que achar necessária.

33- “Raspar o prato não é uma coisa linda, obrigatória. nem necessariamente desejável. Não obrigue seu filho a isso.

34- Não faça ameaças de nenhum tipo, como dizer para seu filho que, se ele não comer, ficará doente e terá de ir ao médico. Aliás, quando a criança está doente mesmo, não a obrigue a comer. Mantenha a tranquilidade e espere até ela sentir fome ( isso é um sinal de que ela está se recuperando ).

35-Premiar quem come tudo também não é uma boa prática. É comum os adultos sugerirem que a criança deva comer legumes, por exemplo, para poder ter sobremesa. Nenhuma parte da refeição é um premio, cada uma tem a sua função, porção e lugar.

36- O Lanche também tem sua função, mas na dose, hora e lugar certo. Não compense no lanche o pouco que seu filho comeu no almoço. O máximo que vai acontecer é ele ficar com mais fome até a hora do jantar e na melhor hipótese, comerá bem.

Por exemplo

37- Crianças de 5 ou 6 anos estão na fase de estímulos primários. Elas são atraídas por cores, formas, novidades. Nessa fase, os pais podem proporcionar novas experiências gastronômicas para seus filhos apresentando os diferentes sabores dos alimentos.

38- Na boca, somos capazes de sentir apenas quatro gostos: doce ( na ponta da língua ), salgado e ácido ( nas laterais) e amargo ( no fundo da boca ). A criança que já mastiga pode e deve entrar em contato com todos esses tipos de gosto; dessa forma, poderá reconhece-los e formar um repertório de sabores ( que é a mistura das sensações gustativas com as olfativas ). Quando mais amplo for esse repertório, maior a chance de seu filho comer (quase ) tudo.

39- A tolerância para o gosto amargo é determinada geneticamente. Por isso, não tenha medo de oferecer à criança alimentos com um certo amargor, como rúcula, por exemplo. Se ela tiver predisposição, maravilha; se não, também está ótimo, não insista. O importante é ela conhecer o sabor, para descobrir se gosta ou não daquilo.

40- o ambiente da refeição dese ser tranquilo, sem TV, música e muito menos gritaria. Deixe as conversas sérias e broncas para depois. todas as refeições ( lanche inclusive ) devem ser feitas à mesa.

41- sempre que possível, faça pelo menos um das refeições principais com seus filhos. Se o horário de trabalho for muito complicado, tente estabelecer um dia da semana para isso, como rotina.

42- Comida de crianças a partir de 2 anos é a mesma dos adultos. Elas seguem os hábitos alimentares da casa. Isso significa que, se os pais não comem frutas ou verduras, os filhos seguirão o exemplo. Força-los a comer salada pode ser um trabalho inútil. Nesses casos, é preciso rever os hábitos de toda a família.

43- Leve as crianças para a cozinha. Quando elas mesmas preparam os alimentos, certamente vão querer provar o que fizeram. É uma experiência lúdica, prazerosa, como deve sera relação com a comida.

44- Ir à feira com as crianças é um jeito divertido de apresenta-las ao mundo das frutas e verduras. E os feirantes têm técnicas infalíveis para fazer o filho do freguês provar as frutas que querem vender.

45- Fazer o supermercado com a família toda é um pouco mais complicado, mas vale a pena. É uma boa ocasião para fazer acordos, para levar sorvete é preciso levar cenoura.

Vê se cola 

46- Sirva porções pequenas para dar oportunidade da criança pedir mais, se quiser. Porque gostou ou porque ainda está com fome.

47- Se o seu filho diz que não gosta de um alimento que não conhece, proponha que ele prove um pedaço ( tem de ser pequeno mesmo ) e, se não gostar, não precisa comer. Dê um tempo e ofereça pelo menso por mais cinco vezes, e, ocasiões e formas de preparo diferentes.

48- Ofereça as comidas que as crianças gostam preparadas de forma mais saudável. Por exemplo, troque a batata frita por batata cortada em cubinhos, regada com um pouco de azeite e sal assada no forno por cerca de 40 minutos.

49- No lugar do doce com açúcar refinado, ofereça banana-passa. O açúcar da fruta pode saciar a vontade irresistível de comer um doce.

50-Em vez de macarrão na manteiga, experimente servir a massa regada com azeite ( ou, pelo menos, metade manteiga, metade azeite ).

51- Use pão integral em forma de bisnaguinha para fazer o lanche da escola. No recheio, coloque o tipo de queijo ou frio preferido pela criança e alface picada temperada com azeite.

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